Portuguese poem
Soneto XIV
by Tomás Antônio Gonzaga (1744–1810)
Quando o torcido buço derramava Terror no aspecto ao Portuguez sisudo, Quando sem pó, nem oleo o pente agudo Duro intonso o cabello em laço atava.
Quando contra os Irmãos o braço armava O forte Nuno oppondo escudo, a escudo; Quando a palavra que perfere a tudo Com a barba arrancada João firmava.
Quando a mulher á sombra do marido Tremer se via: quando a Lei prudente Zelava o sexo do civil ruido;
Feliz então, então só innocente Era de Luso o Reino: oh bem perdido! Ditosa condição, ditosa gente!