Versos Portuguese Tomás Antônio Gonzaga V (Ao templo do Destino fui levado)

Portuguese poem

V (Ao templo do Destino fui levado)

by (1744–1810)

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Ao templo do Destino fui levado: Sobre o altar num cofre se firmava, Em cujo seio cada qual buscava, Tremendo, anúncio do futuro estado.

Tiro um papel e li-o - céu sagrado, Com quanta causa o coração pulsava! Este duro decreto escrito estava Com negra tinta pela mão do fado:

Adore Polidoro a bela Ormia, sem dela conseguir a recompensa, nem quebrar-lhe os grilhões a tirania.

Dar mãos Amor mo arranca, e sem detença, Três vezes o levando à boca ímpia, Jurou cumprir à risca a tal sentença.