Portuguese poem
Ave, Maria!
by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
Maria, doce mãe dos desvalidos, A ti clamo, a ti brado! A ti sobem, senhora, os meus gemidos, A ti o hymno sagrado Do coração de um pae voa, ó Maria, Pela filha innocente. Com sua debil voz que balbucia, Piedosa mãe clemente, Ella ja sabe, erguendo as mãos tenrinhas, Pedir ao Pae dos ceos O pão de cada dia. As preces minhas Como irão ao meu Deus, Ao meu Deus que é teu filho e tens nos braços, Se tu, mãe de piedade, Me não tomas por teu? Oh! rompe os laços Da velha humanidade; Despe de mim todo outro pensamento E van tenção da terra; Outra glória, outro amor, outro contento De minha alma desterra. Mãe, oh! mãe, salva o filho que te implora Pela filha querida. Demais tenho vivido, e só agora Sei o preço da vida, D’esta vida, tam mal gasta e prezada Porque minha só era... Salva-a, que a um sancto amor está votada, N’elle se regenera.
XV.
OS EXILADOS.
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