Portuguese poem
Ii
by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
Quem o sabe?—No castello Nem a propria mãe, que a adora, Que pela filha querida Dera tudo, dera a vida... Nem a propria mãe sabê-lo! E como é que Auzenda ignora, Por que incanto ou maravilha, Que ao pino da meia noite Todos os dias a filha O escuro parque atravessa, E tenteando a treva espessa Vai sosinha áquella grutta Que no mais claro do dia Ninguem a entrar ousaria? —Mas vai; não o sabe Auzenda: N’este segredo fatal Coisa sobrenatural, Coisa medonha, tremenda Ha por certo... oh! que inda mal!