Portuguese poem
Iii
by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
A voz de Adozinda bella Todos clara conheceram; C’os olhos na alta janella De toda a parte correram: —‘Vive, inda vive!’ bradavam, ‘A innocente! vinde ve-la.’ E uns aos outros recontavam Das virtudes, da paciencia D’aquelle anjo d’innocencia Que, ha muito, morta julgavam. —Outra vez se torna a ouvir O mesmo clamor sahir Da torreada prisão: —‘Uma sêde, uma só d’agua, Uma só por compaixão, Que me abraso n’esta fragua, Que me estalla o coração!’