Portuguese poem
Iii
by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
Ao pino da meia-noite Foi mordomo e foi o rei: Doblas que deram á velha, Um conto que nem eu sei.
—‘Mordomo ficae á porta, Á porta que eu entrarei; Não me saltem cães na vinha Em quanto eu vendimarei.’
A porteira o que lhe importa É a dá-me que te darei... No camarim da condessa Veis agora entrar o rei.
Levava um candil acceso; Era de prata, sabei: Não ha senão prata e oiro Na casa de Valderey.
Da vinha as parras são verdes As uvas maduras sei, São tão coradas, tão bellas... D’ellas—quando comerei!