Portuguese poem
Xviii
by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
Para ésta tôrre deserta, No verão ao sol exposta, Que abrasado a queima e tosta, No rigor do hinverno aberta A chuvas, á ventania, Sisnando—quem tal diria! Mandou a filhinha linda, Que alli fechada gemesse, A virtuosa Adozinda!... E ai de quem agua lhe desse, Lhe desse vestido ou cama, Que da sêde á morte crua —Qual o mouro a sua dama— Alli quer que morra nua, De todos desemparada, De seu pae amaldiçoada, Só da triste mãe chorada!
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