Portuguese poem
‘É Dos Olhos Gentis Da Minha Amada.’
by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
Um prodigio d’incantos, de belleza Es, ó mãe dos ternissimos amores, Que, em teus labios, seus aureos passadores Hervam, seguros de acertar a prêza.
Fulge em teus olhos divinaes accesa A tocha dos desejos seductores; Em ti de seus esmeros, seus primores, O thesoiro esgotou a natureza.
Mas oh, por mais que arte divina estude, Não te dá da innocencia a flor nevada Que se não finge, nem fingida illude!
Esse dom virginal que tanto agrada É só mimo da candida virtude, ‘É dos olhos gentis da minha amada.’
Porto--1817.
VI.
More by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett
- Xvii
- Xviii
- Xviii
- Xxiii
- ‘Nas Froixas, Debeis Azas Da Saudade.’
- ‘Suffoque As Íras, Calle E Sinta E Gema’
- ‘Virtude Sem Prazer Não É Virtude’
All 225 poems by Visconde de Almeida Garrett João Batista da Silva Leitão de Almeida Garrett