Versos Portuguese Acúrcio Correia da Silva Oração

Portuguese poem

Oração

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Já que atingímos a mansão da Luz, Prostrêmo-nos a orar ante Jesus...

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Ó Criadôr das estrêlas, Que fulgem plo céu alem! Fizeste coisas tão bélas, --Faze-nos santos tambem...

Indescritíveis torturas Lancínam os corações! Pois estes são sepulturas De mil mortas ilusões...

Tuas bênçãos perfumadas São para os nossos martirios Qual rócio das alvorádas Prás urnas rôxas dos lirios...

Minha pobre alma de poeta A Ti se acólhe, Jesus... Como airáda borbolêta, Fujo das Trevas prá Luz...

Das tuas chagas, meu Bem, Pende a minha imensa esp'rança, Como de uns beijos de mãe Pende a vida da criança...

Ha uma dôr infinita Na alma da Humanidade: Pois o mundo hoje gravíta Entre a dôr e a impiedade!...

Quem podéra, oh!--quem podéra, Sob o céu azul, profundo, Vêr florir a primavéra Da crença geral no mundo...

Faze Tu, ó Deus clemente, (Basta só um teu olhar...) De cada homem um crente, De cada peito um altar...

Pois não fizeste as estrélas, Que palpítam, ceu além?... Se fazes coisas tão bélas, Faze-nos santos tambem...