Versos Portuguese Ernesto Pires Flor Perdida

Portuguese poem

Flor Perdida

by (1857–1884)

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Quando sorria a infancia docemente Aos olhos infantis da minha esp'rança, Era-me o ceu azul, azul bonança Me enchia o alegre peito, ternamente.

Brilhante o espaço, a aurora transparente, Brando o futuro se a illusão avança!... Assim jámais o coração se cança, Mostrando á nevoa fria um sol ardente.

Pastam os olhos meigos pelos prados, Os astros rompem sempre vigorosos As campinas do ceu, fortes arados.

E murcham sobre a campa luminosos os lyrios! É que lembram, emigrados Alegres campos, verdes, deleitosos.