Portuguese poem
A rosa dos bosques
by Francisco Leite de Bittencourt Sampaio (1834–1895)
Andava um caçador, ao sol do meio dia, Alva corsa á seguir, que rapida fugia Por entre um matagal ; Ao longe elle avistou vermelha e linda roza, Que excedendo a manhã na rubra côr mimosa S rria festival.
«Seràs minha !» bradou, e já largando Arco e flecha no chão, Vai em busca da flor ;—ella corando Fez-se então mais vermelha, Como se acaso abelha O caçador lhe fosse, ou um zangão.
Eis passa-lhe perto A corça á correr ; E o moço inexperto Alli no deserto Deixou de acolher.
Mas voltando atraz agora Seu arco e flecha apanhou ; Procura a flor que o enamora, E de longe assim fallou :
«Já que perdi minha corça, Uma rosa hei de apanhar ; Levar-te-hei mesmo a força, Que bem sei me has de picar.»
E para a flor se encaminha, Correndo alegre e infantil : «Roza! roza! serás minha !» Era a rosa India gentil.