Versos Portuguese Gonçalves Crespo João Penha

Portuguese poem

João Penha

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A Augusto Sarmento

Nervoso mestre, domadôr valente Da Rima e do Sonêto portuguez, Não te eguala a pericia de um chinez Na pintura de um vaso transparente.

Ha no teu verso a musica dolente Da guitarra andaluza, e muita vez Rompe em meio da extranha languidez O silvo estriduloso da serpente.

No VINHO E FEL traçaste o escuro drama Em que soluça e ri, na extensa gamma, Teu desgrenhado amôr, doido e fatal...

Mas se do peito ancioso o dardo arrancas, Teu canto exhala as alegrias francas De uma rubra Kermesse colossal.