Versos Portuguese Gonçalves Crespo João De Deus

Portuguese poem

João De Deus

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A Anthero do Quental

Sempre que o leio, sinto-me captivo De um não sei quê, de infinda suavidade, E entram commigo uns longes de saudade, Que me deixam sizudo e pensativo.

Sonho: quizéra, em triste soledade, Viver das gentes apartado e esquivo, E erguer-me a esse planeta primitivo Onde resplenda a eterna mocidade.

Já o seu nome é tão suave e brando, Tão eufonico, meigo e delicado, Que fica nos ouvidos suspirando...

Diz a lenda que vive descuidado, RAMOS tecendo, e FLORES emmoitando, Da Chymera nos seios reclinado.