Versos Portuguese Gregório de Matos Sei eu, Senhor, que Vossa Senhoria

Portuguese poem

Sei eu, Senhor, que Vossa Senhoria

by (1636–1696)

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Sei eu, Senhor, que Vossa Senhoria Mandou dar ao Faria um bom vestido, Sendo, que mais o tinha merecido A mulher do mesmíssimo Faria

Provo: todo o prazer, gosto, e alegria, Que se tem do Faria deduzido, O deu sempre a Mulher, nunca o Marido. Que ela ia pra Angola, e ele não ia.

Assim que se a Mulher vai para Angola, E ele fica na infame lupanária, Sua ausência cruel pondo à viola:

Tiro por conseqüência temerária, Que à Mulher se lhe deve dar a esmola, Que em crítico se diz mercê ordinária.