Versos Portuguese Inácio José de Alvarenga Peixoto A morte do mesmo marquez

Portuguese poem

A morte do mesmo marquez

by (1742–1792)

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Quão mal se mede dos heróes a vida Pela serie dos annos apressados! Muito vive o que emprega os seus cuidados Em ganhar nome e fama esclarecida.

Em vão, dobrando os passos atrevida, Chega a morte cruel, e os negros fados, Que vivem por a gloria ter gravados Seus dias sobre esphera mais luzida.

Jaz o illustre marquez!... As tristes dôres Espalhão com o respeito mais profundo Na fria urna estas piedosas flôres:

«Breve a vida lhe foi; mas sem segundo O seu nome immortal entre os maiores Será sempre saudoso á patria e ao mundo.»