Portuguese poem
A rainha D. Maria I, no dia de seus annos
by Inácio José de Alvarenga Peixoto (1742–1792)
Expoem Thereza (1) acerbas mágoas cruas, E á briosa nação de furor tinta Faz arrancar da generosa cinta O reflexo de mil espadas nuas.
Arrasta e pisa as ottomanas luas, E por mais que Neptuno o não consinta, A heroina do norte (2) faz que sinta O peso o mar Egeo das quilhas suas.
Seus nomes no aureo templo a fama ajunta; Mas pintar seus estragos não se atreve, Ao seu Danubio, ao mar Negro o pergunta:
Lusitania aos céos muito mais deve: Quea rege, como aos povos d’Amathunta, Freio de rosas posto em mãos de neve.