Portuguese poem
Ao rei D. Diniz
by Inácio José de Alvarenga Peixoto (1742–1792)
O pai da patria, imitador de Augusto, Liberal Alexandre..... ia adiente, Quando uma imagem se me pôz presente, A cuja vista me gelei de susto.
Mostrava no semblante pio e justo Raios brilhantes do empirio luzente, E em mim cravando a vista descontente Assim fallára com bastante custo:
«Nem de Alexandre, nem de Augusto quero Os nomes; sou Diniz.» Me disse apenas Com gesto melancolico e severo.
Levou-me ás praias do Mondego amenas, E, depondo o semblante grave e austero, Rio-se e mostrou-me a portugueza Athenas.