Versos Portuguese Inácio José de Alvarenga Peixoto A morte do rei D. José I

Portuguese poem

A morte do rei D. José I

by (1742–1792)

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Do claro Tejo á escura foz do Nilo, E do barbaro Araxe ao Tibre vago, A fama, o susto e o marcial estrago, Rompa a fama os clarins em repetil-o.

Mas não podem achar seguro asylo Fóra das margens do estigio lago Os assombros de Roma e de Carthago, Annibal, Scipião, Fabio e Camillo.

Os grandes ossos cobre a terra dura, E a morte desenrola o negro manto Sobre o pio José na sepultura.

Injusta morte, soffre o nosso pranto, Que ainda que és lei a toda a creatura, Parece não devias poder tanto.