Versos Portuguese Inácio José de Alvarenga Peixoto A saudade

Portuguese poem

A saudade

by (1742–1792)

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Não me afflige do potro a viva quina; Da ferrea maça o golpe não me offende; Sobre as chammas a mão se não estende; Não soffro do agulhete a ponta fina.

Grilhão pesado os passos não domina; Cruel arroxo a testa me não fende; A’ força a perna ou braço se não rende; Longa cadêa o collo não me inclina.

Agua e pomo faminto não procuro; Grossa pedra não cansa a humanidade; O passaro voraz eu não aturo.

Estes males não sinto; é bem verdade; Porém sinto outro mal inda mais duro: — Sinto da esposa e filhos a saudade!