Portuguese poem
Por cousas que nam tem cura
Por cousas que nam tem cura ey por moor qualquer dita que me vem; nem desejo nenhum bem por nam veer cam pouco dura.
Ditoso de quem vyver lyvre, fora d'esperança, dyguo eu sem no saber, coytado, de quem alcança ganhala para a perder. Poys tudo tam pouco dura. seguro, que nam segura, nam no quero de ninguem, nem desejo nenhum bem com despreços de mestura.