Portuguese poem
Sinto!
by José da Silva Maia Ferreira (1827–1881)
Não são riquesas, Não é renome, Não são bellezas Que me consome — Trago no peito, Tão contrafeito, A amor affeito — Mui rude nome.
Seja o que fôr — É um segredo —
Que causa horror — Que causa medo — Stá bem lacrado — Tão malfadado — Por mim gravado Nest’arvoredo.
É pouco extenso — É tôrpe e feio — É spinho intenso D’impuro seio — Outr’ora amado — Hoje odiado — Por ter roubado Meu dôce enleio!
Emmudece-lo? Não posso! — Não! — Vae pois dize-lo Meu coração — De um terno amor — Hoje traidor — É — «desamôr! «Ingratidão!»