Versos Portuguese Luís Delfino A pedra assombrada

Portuguese poem

A pedra assombrada

by (1834–1910)

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A Virgílio Várzea

Mar implacavelmente azul e amarrotado Soluçava e sorria a um tempo ermo e baixinho; E a praia, como um leito enorme de noivado, Ia por ali fora, entre rendas de linho.

Aroeiras em flor, ou vergando ao encarnado Corimbo dos seus grãos, acima, em desalinho, Cerravam-se em mata de pássaros coalhado; Caracolava ao lado a fita do caminho.

As gaivotas, em bando, e duas ou três lanchas Arremedavam longe a luz com grandes manchas: Sobre o mar, sobre a praia, e sobre a mata, e a estrada,

Atravancando-a com seu bojo de granito, Com seu olhar sinistro, em torno, e em tudo fito, Rosnava o horror de um monstro: — Era a Pedra Assombrada!... —