Portuguese poem
A Teresa
by Luís Delfino (1834–1910)
Teresa! e este sagrado nome é um grito Que a alma toda atravessa, e o pensamento, E o oceano em luta, e a vaga atrás do vento, E a sombra vasta e longa do infinito;
Tudo enche. — Ergo-lhe um templo de granito, Um panteão eterno, um monumento, Que eu só vejo ir subindo, e acabo, e atento A mole abraço, e o olhar na escrava fito.
É dela. — Luz-me em resplendor de Santa: Viu-me nascer, e amou-me de maneira Que em mim criou o amor, que o amor levanta;
Dela a saudade, em minha vida inteira, Como uma árvore, acesa em ninhos, canta, E, como um vale aberto em flores, cheira.