Portuguese poem
Deus, razão, bondade
by Luís Delfino (1834–1910)
Razão imensa, que no céu cintila, Dominadora de homens e de cousas, Em teu poder magnânimo repousas, Enquanto a dor me gasta e me aniquila.
A tua imagem lépida e tranqüila Mostrar, ó grande benfeitor, não ousas; Só através do mármore das lousas Poderemos um dia descobri-la.
Quando o sol, como alâmpada se apaga Ao morto, e o morto é pavorosa chaga, Quando é já podridão, não vê, não pensa;
Quando as rosas a terra, que ele engorda, De cróceas rosas sorridentes borda Tu te mostras, então, Bondade Imensa!!...