Versos Portuguese Luís Delfino Dolor

Portuguese poem

Dolor

by (1834–1910)

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Nas manhãs largas de Janeiro passo Às vezes triste pelo campo em fora: Por que há mais brilho no esplendor da aurora? Por que cantam mais pássaros no espaço?

Ela ao meu lado, então lhe aperto o braço: E agora inquieto, e mais irado agora, Sinto que um fogo interno me devora, E ouço um rir de ironia a cada passo.

Fala-lhe o lírio, as mãos beija-lhe a rosa; O sol a envolve, e eu sei que é de justiça, Numa grande arcaria luminosa.

E vendo a luz... a própria luz submissa, Ela da mágoa dos meus zelos goza, E eu sofro a dor de tudo que a cobiça.