Portuguese poem
Desforço
by Luís Delfino (1834–1910)
Ir degrau a degrau para a esperança, Chegar ao fim da longa escadaria, E escondida detrás da luz do dia Ver e ouvir rir de nós alguém... Criança,
Por que tu fazes isto? Tudo cansa: A pedra quente pelo sol esfria, Quando o sol todo céu, que ele alumia, Num véu vermiculado de oiros lança..
Serás sempre a visão radiosa e bela Que eu tenho ao pé de mim contente agora? Olha, o orgulho do amor o amor debela.
A manhã da existência é linda: embora... Passa; verás: — e então irá com ela Meu mal cantando após mais nova aurora...