Portuguese poem
Flirt
by Luís Delfino (1834–1910)
Vem cheio dela: — deu-lhe o seu aroma, Encostou-se ao seu peito; os brancos dentes Mostrou, rindo com risos inocentes: Ele o anel da cintura aperta, e a toma:
Em torno a sala o par rodando assoma; Fundem os dois os hálitos ardentes; Um freme ao olor das tranças rescendentes, Outro frui ao sentir enfim que o doma...
Então lhe digo: — Louvo-lhe a atitude; Tê-la em meu colo assim jamais eu pude: Pode o primeiro, que chegou, e a quer...
Chora só, não responde, e não se exalta: Pois logo o instinto, por salvar-lhe a falta, Esconde numa lágrima a mulher...