Versos Portuguese Luís Delfino Fruta silvestre

Portuguese poem

Fruta silvestre

by (1834–1910)

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Mas... como a fruta assim madura cheira!... Do Éden pisou-se a rútila soleira, — Larga esmeralda; — estava aqui conosco

A natureza, a cega companheira: Cantava o rio, o pássaro, a balseira... Para nós era a pedra um fulcro tosco.

E o nosso sangue ali também gorgeava: Tapava um riso as voltas do caminho; A luz das franças pelo cimo espiava, E do ar nos via o odor do rosmaninho...

Eu nos braços em círculo a apertava: Ela caía um pouco em desalinho... Eu a beijava e ela me beijava... A selva toda parecia um ninho.