Versos Portuguese Luís Delfino O Doutor Aguero

Portuguese poem

O Doutor Aguero

by (1834–1910)

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Cantava o oceano assim, batendo a penha, Rendilhando de espuma a praia imensa, Enquanto a luz pela amplidão desenha O céu, que ri, o viso nu, que pensa.

E o velho padre, a mão na espessa grenha, Embalado à mercê de funda crença, Doirava a sorte aspérrima e ferrenha, A alma à alegria boa e sã propensa.

Tal o búzio conserva a voz, que outrora Ouviu nascendo ao mar em calma, e em sanha, Guardou da pátria a voz, que ouviu lá fora.

Como a bondade a infância enleia e ganha, Que entendíamos sempre o mestre, embora Num rouco tom, e numa língua estranha...