Portuguese poem
O jantar
by Luís Delfino (1834–1910)
Põe-se a mesa, isto é, deita-se a esteira De tábua no chão batido: os pratos De louça em roda; e a grande farinheira De cuité cheia... A ondulação dos matos,
O acre perfume da floresta inteira, A orquestra, a voz dos trêmulos regatos, E um galho em flor de secular mangueira Cobrem a mesa, — comensais exatos. —
Enrolada na nuca a negra coma, A mãe com a panela às mãos assoma, Zangada e alegre; o pai entra com um filho;
Os outros correm... grupam-se: a soslaio O velhaco do sol, a rir, com um raio Seu lambe o pó do lourejante milho...