Versos Portuguese Luís Delfino O ninho

Portuguese poem

O ninho

by (1834–1910)

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O moleque abre a boca enorme, e uns dentes Brancos, como os marfins que há em Ceilão, Mostra dentro de uns beiços salientes; O corpo é magro; a roupa de algodão.

Segue-o um menino de olhos reluzentes, Com ares de senhor, e pés no chão, E ambos esperam trêmulos, silentes, Outro que desce — e já lhes mostra a mão.

Saltam de laranjeira sacudida Orvalho e flores brancas desfolhadas, Em torno dessa troça ali reunida.

Um ninho! clamam!... Súbito a risadas Partem os três... e a luz desinsofrida Parte atrás deles rindo a gargalhadas.