Portuguese poem
O segredo
by Luís Delfino (1834–1910)
Vem mais gorda do campo; e quem duvida? Alta a cabeça, o olhar mais doce, o gesto Carregando uma idéia, e a dor diluída Num abandono chão, gracioso e honesto.
Esta mulher mudou: é manifesto; Outra veio, assim é, porém, vencida; Trouxe, dizem, não creio, e não contesto, Consigo e em si mais uma estranha vida.
Quem pode haver-lhe o íntimo segredo? Traiu-a, ao vir do bosque, um grito agudo? Ou cobre-a a sombra insólita de um medo,
Porque deu, que assistindo ao idílio, — mudo, Labrusco Pã de pedra, no arvoredo Ria cínico e mau, ao ver bem tudo...