Portuguese poem
O tamborzinho de Arcole
by Luís Delfino (1834–1910)
A Arthur Azevedo ... ius valuit. Tácito — Annalium.
Quando um dia, lançada à guerra. a jovem França Começou a parar sob Arcole esmagada: E via as asas de águia, e as asas da esperança Murchas na haste que as leva, e ela metralhada;
Quando Napoleão, general e criança, Brandindo a tricolor bandeira, e erguendo a espada, Bradava ante as legiões da República: — Avança! E ele só parecia a França laureada...
Um rapaz louro, imberbe, ardente, entusiasta, Tendo os sonhos da glória em sua fronte vasta, Junto ao seu general, só... rufava o tambor.
Esqueceram-no... Um dia ao ver não star no olvido, Que o Panteão, em Paris, tinha-o em pedra esculpido, Vê, cai, morre, exclamando: — A história tem pudor!!...