Portuguese poem
Paquita
by Luís Delfino (1834–1910)
Esta, que aí vês, de face desmaiada, Que inda está quente, que morreu agora, Por quem a pobre mãe soluça e chora E chora o pai, e que inda está deitada
Na mesma cama, em que sofreu, coitada! A febre grande, a febre, que devora, E vai sair por essa porta a fora, De anjo, como foi sempre, amortalhada;
Tinha no olhar profundo uma infinita Recordação do céu, a que voltava: Foi sempre meiga, como foi bonita...
Ontem ria... eu a vi, quando chegava... O doce nome dela era Paquita... E a casa toda, em lágrimas, gritava...