Portuguese poem
Os funerais de Aquiles
by Luís Delfino (1834–1910)
Foi numa urna de oiro, cinzelada Pelo buril divino de Vulcano, Que a mãe de Aquiles veio do Oceano Guardar a cinza heróica e imaculada
Do filho de Peleu: a desgraçada Viu misturar-se o lúgubre alarido Dos Imortais à lágrima chorada No ilustre pó do semideus vencido.
Jaz o Helesponto. — Ainda ouve-se a grita Das deusas; chora-o o jovem Baco; aflit Por ele, inda hoje as queixas vãs desata
Tétis, — princesa que dragões atrela À concha ebúrnea do seu plaustro, — aquela Que o mar esmaga aos seus dois pés de prata.