Portuguese poem
De frescas belvederes rodeadas
De frescas belvederes rodeadas Estão as puras águas desta fonte; Formosas Nymphas lhes estão defronte, A vencer e a matar acostumadas.
Andão contra Cupido levantadas As suas graças, que não ha quem conte: D'outro valle esquecidas, d'outro monte, A vida passão neste socegadas.
O seu poder juntou, sua valia Amor, ja não soffrendo este desprêzo, Somente por se ver dellas vingado;
Mas, vendo-as, entendeo que não podia De ser morto livrar-se, ou de ser prêzo, E ficou-se com ellas desarmado.