Portuguese poem
Todo o animal da calma repousava
Todo animal da calma repousava, Só Liso o ardor della não sentia; Que o repouso do fogo, em que elle ardia, Consistia na Nympha que buscava.
Os montes parecia que abalava O triste som das mágoas que dizia: Mas nada o duro peito commovia, Que na vontade de outro posto estava.
Cansado ja de andar por a espessura, No tronco de huma faia, por lembrança, Escreve estas palavras de tristeza
Nunca ponha ninguem sua esperança Em peito feminil, que de natura Somente em ser mudavel tẽe firmeza.