Portuguese poem
Tornae essa brancura á alva assucena
Tornae essa brancura á alva assucena, E essa purpurea côr ás puras rosas; Tornae ao sol as chammas luminosas De essa vista que a roubos vos condena.
Tornae á suavissima sirena D'essa voz as cadencias deleitosas: Tornae a graça ás Graças, que queixosas Estão de a ter por vós menos serena:
Tornae á bella Venus a belleza; A Minerva o saber, o engenho, e a arte; E a pureza á castissima Diana.
Despojae-vos de toda essa grandeza De dões; e ficareis em toda parte Comvosco só, que he só ser inhumana.