Portuguese poem
Tanto se forão, Nympha, costumando
Tanto se forão, Nympha, costumando Meus olhos a chorar tua dureza, Que vão passando ja por natureza O que por accidente hião passando.
No que ao somno se deve estou velando, E venho a velar só minha tristeza: O chôro não abranda esta aspereza, E meus olhos estão sempre chorando.
Assi de dor em dor, de mágoa em mágoa, Consumindo-se vão inutilmente, E esta vida tambem vão consumindo.
Sôbre o fogo de amor inutil ágoa! Pois eu em chôro estou continuamente, E do que vou chorando te vás rindo.
Assi nova corrente Levas de chôro em foro; Porque de ver-te rir, de novo chóro.