Portuguese poem
Ii
Coava o sol pela miuda e fina Gelosia da alcova em que se apresta A recente christã. Singelas roupas Traja da ingenua cor que a natureza Pintou nas plumas que primeiro brota O seu patrio guará. Vinculo frouxo Mal lhe segura a luzidia trança, Como ao desdem lançada Sôbre a espadua gentil. Joia nenhuma, Mais que seus olhos meigos, e essa doce Modestia natural, encanto, enlevo, Casta flôr que aborrece os mimos do horto, E ama livre nascer no campo, á larga, Rustica, mas formosa. Não lhe ensombram As tristezas da vespera o semblante, Nem da secreta lagrima na face Ficou vestigio.--Descuidosa e alegre, Ri-se, murmura uma cantiga, ou pensa, E repete baixinho um nome... Oh! se elle Espreital-a pudesse ali risonha, A sós comsigo, entre o seu Christo e as flôres Colhidas ao tombar da extincta noite, E vecejantes inda!