Versos Portuguese Machado de Assis Ii

Portuguese poem

Ii

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Assim talvez nas solidões sombrias Da velha Palestina Um propheta no espirito volvera As desgraças da patria. Quão remota Aquella de seus paes sagrada terra, Quão differente desta em que ha vivido Os seus dias melhores! Vago e doce, Este luar não allumia os serros Estereis, nem as ultimas ruinas, Nem as ermas planicies, nem aquelle Morno silencio da região que fôra E que a historia de todo amortalhára. Ó torrentes antigas! aguas santas De Cedron! Já talvez o sol que passa, E vê nascer e vê morrer as flôres, Todas no leito vos seccou, em quanto Estas murmuram placidas e cheias, E vão contando ás deleitosas praias Esperanças futuras. Longo e longo O devolver dos seculos Será, primeiro que a memoria do homem Teça a mortalha fria Da região que inda tinge o albor da aurora.