Portuguese poem
Ii
Cabana que esteira cobre De junco trançado a mão, Que agitação vae por ella! Que ledas horas lhe vão!
Panenioxe é guerreiro Da velha, dura nação, Cayavaba ha já sentido A sua lança e facão.
Vem de longe, chega á porta Do afamado capitão; Deixa a lança e o cavallo, Entra com seu coração.
A noiva que elle lhe guarda Moça é de nobre feição, Airosa como agil corça Que corre pelo sertão.
Amores eram nascidos Naquella tenra estação Em que a flôr que hade ser flôr Inda se fecha em botão.
Muitos agora lhe querem, E muitos que fortes são; Niani ao melhor delles Não dera o seu coração.
Casal-os agora, é tempo; Casal-os, nobre ancião! Limpo sangue tem o noivo, Que é filho de capitão.