Portuguese poem
Ii
Quando, transposta a lugubre morada Dos castigos, ascende o florentino Á região onde o clarão divino Enche de intensa luz a alma nublada,
A saudosa Beatriz, a antiga amada, A mão lhe estende e guia o peregrino, E aquelle olhar ethereo e cristallino Rompe agora da palpebra sagrada.
Tu, que tambem o Purgatorio andaste, Tu, que rompeste os circulos do Inferno, Camões, se o teu amor fugir deixaste,
Ora o tens, como um guia alto e superno Que a Natercia da vida que choraste Chama-se Gloria e tem o amor eterno.