Versos Portuguese Machado de Assis Ii

Portuguese poem

Ii

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Ja da férvida luta os ais e os gritos Extinctos eram. Nos baixeis ligeiros Os tamoyos incolumes embarcam; Ferem co'os remos as serenas ondas Até surgirem na remota aldêa. Atrás ficava, luctuosa e triste, A nascente cidade brazileira, Do inopinado assalto espavorida, Ao céu mandando em côro inuteis vozes. Vinha já perto rareando a noite, Alva aurora, que á vida accorda as selvas, Quando a aldêa surgiu aos olhos torvos Da expedição nocturna. Á praia saltam Os vencedores em tropel: transportam Ás cabanas despojos e vencidos, E, da vigilia fatigados, buscam Na curva, leve rede amigo somno, Excepto o chefe. Oh! esse não dormira Longas noites, se a troco da victoria Precisas fossem. Traz comsigo o premio, O desejado premio. Desmaiada Conduz nos braços tremulos a moça Que renegou Tupan, e as rudes crenças Lavou nas aguas do baptismo santo. Na rode ornada de amarellas pennas Brandamente a depõe. Leve tecido Da captiva gentil as fórmas cobre; Veste-as de mais a sombra do crepusculo, Sombra que a tibia luz da alva nascente De todo não rompeu. Inquieto sangue Nas veias ferve do indio. Os olhos luzem De concentrada raiva triumphante. Amor talvez lhes lança um leve toque De ternura, ou já soffrego desejo; Amor, como elle, asperrimo e selvagem, Que outro não sente o heroe.