Portuguese poem
Iv
E, comtudo, era em vão que á ingenua dama A flôr do esquivo coração pedia; Inuteis os suspiros lhe brotavam Do intimo do peito; nem da esperta Mucama,--natural complice amiga Desta sorte de crimes,--lhe valiam Os recados de boca;--nem as longas, Maviosas lettras em papel bordado, Atadas co'a symlolica fitinha Cor de esperança,--e olhares derretidos, Se a topava á janella,--raro evento, Que o pae, varão de bolsa e qualidade, Que repousava das fadigas longas Havidas no mercado de africanos, Era um typo de solidas virtudes E muita experiencia. Poucas vezes Ia á rua. Nas horas de fastio, A jogar o gamão, ou recostado, Com um vizinho, a tasquinar nos outros, Sem trabalho maior, passava o tempo.