Versos Portuguese Machado de Assis Myrto

Portuguese poem

Myrto

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Adeus!

(Passa junto da mesa da direita e vê o rolo de papyro.)

Curiosa que sou!

CLEON.

São versos.

MYRTO.

Versos teus?

(Lysias aparece ao fundo.)

CLEON.

De Anacreonte, o velho, o amavel, o divino.

MYRTO.

A musa é toda ionia, e o verso é peregrino.

(Abre o papyro e lê)

«Fez-se Niobe em pedra e Philomena em passaro. «Assim «Folgaria eu tambem me transformasse Jupiter «A mim. «Quisera ser o espelho em que o teu rosto magico «Sorri; «A tunica feliz que sempre se está proxima «De ti; «O banho de crystal que esse teu corpo candido «Contém; «O aroma de teu uso e d'onde effluvios magicos «Provêm; «Depois esse listão que de teu seio turgido «Faz dous; «Depois do teu pescoço o rosicler de perolas; «Depois... «Depois ao ver-te assim, unica e tão sem emulas «Qual és, «Até quisera ser teu calçado, e pisassem-me «Teus pés.»

Que magnificos são!

CLEON.

Minha alma assim te falla.