Portuguese poem
No Alto
O poeta chegára ao alto da montanha, E quando ia a descer a vertente do oeste, Viu uma cousa extranha, Uma figura má.
Então, volvendo o olhar ao subtil, ao celeste, Ao gracioso Ariel, que de baixo o acompanha, N'um tom medroso e agreste Pergunta o que será.
Como se perde no ar um som festivo e doce, Ou bem como se fosse Um pensamento vão,
Ariel se desfez sem lhe dar mais resposta. Para descer a encosta O outro estendeu-lhe a mão.