Portuguese poem
Suave Mari Magno
Lembra-me que, em certo dia, Na rua, ao sol de verão, Envenenado morria Um pobre cão.
Arfava, espumava e ria, De um riso espurio e bufão, Ventre e pernas sacudia Na convulsão.
Nenhum, nenhum curioso Passava, sem se deter, Silencioso,
Junto ao cão que ia morrer, Como se lhe désse gozo Ver padecer.