Portuguese poem
Soneto Circular
A bela dama ruiva e descansada, De olhos longos, macios e perdidos, Co'um dos dedos calçados e compridos Marca a recente página fechada.
Cuidei que, assim pensando, assim colada Da fina tela aos flóridos tecidos, Totalmente calados os sentidos, Nada diria, totalmente nada.
Mas, eis da tela se despega e anda, E diz-me: - "Horácio, Heitor, Cibrão, Miranda, C. Pinto, X. Silveira, F. Araújo,
Mandam-me aqui para viver contigo." Ó bela dama, a ordens tais não fujo. Que bons amigos são! Fica comigo.