Portuguese poem
Scena Viii
LYSIAS, MYRTO, CLEON.
CLEON.
Demorei-me demais?
LYSIAS.
Apenas o bastante Para que fosse ouvido um coração amante. A Lesbiana é minha.
CLEON.
És d'elle, Myrto!
MYRTO.
Sim; Eu ainda hesitava; ele fallou por mim.
CLEON.
Quantos amores tens, filha do mal?
LYSIAS.
Presinto. Uma lamentação inutil. «A Corintho Não vai quem quer,» lá diz aquelle velho adagio. Navegavas sem leme; era certo o naufragio. Não me viste sulcar as mesmas aguas?
CLEON.
Vi, Mas contava com ella, e confiava em ti. Mais duas illusões! Que importa? Inda são poucas; Desfação-se uma a uma estas chimeras loucas. Ó arvore bemdita, ó minha juventude, Vão-te as flôres caindo ao vento aspero e rude! Não vos maldigo, não; eu não maldigo o mar Quando a nave sossobra; o erro é confiar. Adeus, formosa Myrto; adeus, Lysias; não quero Perturbar vosso amor, eu que já nada espero; Eu que vou arrancar as profundas raizes Desta paixão funesta; adeus, sede felizes!
LYSIAS.
Adeus! Saudemos nós a Vénus e a Lyeo.
AMBOS.
Io Pœan! ó Baccho! Himenêo! Himenêo!